Wednesday, April 29, 2009

Passado e futuro são iguais para o cérebro


Psicólogos descobriram que os padrões de pensamento para recordar o passado e o futuro são semelhantes. Com um scan, observaram que as áreas activadas são as mesmas quando a pessoa recorda um acontecimento do passado ou se imagina numa situação futura. Esta é uma ruptura face à teoria antiga de que os pensamentos sobre o futuro se desenvolvem apenas no lóbulo frontal (área de anticipação, planeamento e controlo).
"O processo é como uma viagem mental no tempo - a capacidade de pegar em pensamentos sobre si próprio e projectá-los no passado ou no futuro", diz Kathleen McDermott, Ph.D. e professora de psicologia da Universidade de Washington.
É essa a razão porque pessoas com amnésia não conseguem visualizar o que vão fazer no futuro - mesmo que seja o dia seguinte!

O seu cérebro no Facebook

A Internet aumenta a produtividade, mas um estudo revela que os alunos da universidade que usam o Facebook têm notas inferiores e estudam menos. Vejam na revista Science Daily.
Uma professora da Universidade do Kansas, Nancy Baym, está também a estudar o impacto do networking social em relacionamentos. "Nos anos 90 Stanly Milgram afirmou que todos estamos ligados por seis graus de separação, ou sixdegrees.com. Queremos encontrar pessoas que conhecem pessoas que já conhecemos em vez de estranhos totais. Por isso, em vez de ter sites de encontros, o ideal é ter perfis de pessoas que têm amigos comuns", defende Nancy Baym.
O Facebook tem 175 milhões de utilizadores activos. Criado por estudantes de Harvard, o seu público maioritário é neste moneto um grupo com mais de 35 anos.
Por comparação, estudos em sites de segmento, como o Last.fm, mostram que amizades com base em gostos musicais semelhantes são mais frágeis para estabelecer relacionamentos duráveis.
Em 300 amigos do Facebook, talvez apenas 40 sejam realmente amigos. "Mas ter um elo fraco nos relacionamentos dá-lhe acesso a muitos recursos que não teria de outra forma. Os amigos a sério não sabem muita coisa que nós não saibamos. Há fragmentos de informação, sabedoria e apoio social que apenas pessoas com ligações fracas podem transmitir umas às outras"...

Monday, April 6, 2009

Neurociência atrai biliões

Esta área que não existia há uma geração atraiu 5,2 mil milhões de dólares em pesquisas em 2008. Os cientistas procuram responder hoje a perguntas como: De que forma um pedaço de tecido pode ggavar poemas, reacções emocionais, locais, cenas da infância? Todas as experiências deixam um rasto no cérebro. Ao que parece, as células cerebrais mantêm ligações, tal como um grupo de pessoas o faz numa rede maior, em que cada uma acrescenta um pormenor: um som, cheiro, visão. O cérebro mantém a memória quando as linhas de comunicação entre células ficam mais sólidas.
As implicações disto é que não podemos apagar uma memória sem apagar factos colaterais, as "noticias relacionadas" daquele evento. Cientistas descobriram, por exemplo, uma substância que bloqueia a capacidade do cérebro reter uma informação, que poderia ser útil na demência e problemas de memória. Falta saber como editar a memória sem perder dados úteis. Veja os últimos desenvolvimentos aqui, num artigo do New York Times.