Wednesday, January 14, 2009

A poção do amor afinal existe


Larry Young, neurocientista, escreve na revista Nature mostra que seria possível fabricar uma poção do amor. Depois de analisar a química das ligações entre mamíferos, e explicando pelo caminho o fascínio erótico dos humanos pelos seios, Young prevê para breve uma poção farmacêutica do amor.
Experiências num certo tipo de roedores na Emory University, uma minoria de mamíferos (menos de 5%) tendencialmente monogâmicos como os humanos, desvendaram o papel da oxitocina. quando o cérebro de uma fêmea é artificialmente injectado com oxitocina, uma hormona que produz as mesmas sensações posiivas do que a nicotina e cocaina, fica atraída pelo macho mais próximo, ligando-se a ele. A oxitocina é dada também a mulheres depois do parto, para estimular a fluidez da produção de leite.
Outra hormona, a vosopressina, cria a necessidade de uma ligação e construção do ninho quando injectada aos machos (uma hormona activada de forma natural pelo sexo). Os animais em teste com uma vasopressina deficitária a nível genético tinham menos probabilidade de encontrar um parceiro, e pesquisadores suecos revelam que os homens com uma tendência genética idêntica também casam mais raramente.
Young afirma que o amor humano é provocado por uma "cadeia bioquímica de acontecimentos" que evoluiu a partir de circuitos cerebrais mais antigos oriundos da ligação mãe-filho, estimulada pela libertação de oxitocina durante o parto e amamentação.
"Uma parte da nossa sexualidade evoluiu para estimular o mesmo sistema de oxitocina que cria as ligações homem-mulher", diz Young, notando que são as mesmas partes anatómicas do parto e amamentação as que são usadas no sexo. Este cenário hormonal poderia significar que uma maior atenção aos seios e sexo com maior frequência criam uma ligação destes neurónios primitivos, tal como a oxitocina libertada durante o sexo ou orgasmo.

Experiências

Oxitocina nas narinas de humanos parece ter mostrado uma intensificação dos sentimentos de confiança e empatia. Embora Young não esteja a preparar uma poção de amor - procura substâncias para melhorar a sociabilidade de autistas e esquizofrénicos, afirma que poderá haver hormonas para aumentar a probabilidade das pessoas se apaixonarem. Até poderia ser útil em terapias de casal, para reforçar o namoro.
Seria importante saber, depois de beber a poção, o que aconteceria quando os efeitos passassem...

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