Tuesday, December 30, 2008

Serotonina intervém quando aceita um mau negócio

Cientistas descobriram que a probabilidade de impor a alguém um mau negócio depende do nível de serotonina da outra pessoa, um neurotransmissor criado no corpo por um amino ácido obtido na alimentação.
Numa experiência relatada na revista Science, pesquisadores manipularam o regime alimentar de voluntários, e as pessoas com níveis de serotonina reduzids mostraram-se menos capazes de fechar negócios num jogo. As regras implicam que uma pessoa proponha uma forma de dividir dinheiro entre dois jogadores. Se o segundo concordar, obtêm o dinheiro. Se não concordar, ninguém ganha nada. Quando o primeiro jogador propõe ficar com a maior parte do dinheiro, o sgundo aceita metade das vezes, por ser melhor ficar com menos do que sem nada, apesar de lamentar a injustiça. Na experiência, os jogadores rejeitaram o negócio 80% das vezes quando os níveis de serotonina estavam baixos.

O Poder dos Números na Inovação


Os génios não são personagens solitárias e a inovação não acontece no isolamento. Uma invenção produtiva depende do encontro de mentes com diversas perspectivas, mesmo que os inovadores não o percebam... Esta é a conclusão de um artigo do New York Times, com base num livro de Keith Sawyer, da Washington University, Group Genius, que propõe um método científico chamado análise de interacção para o estudo da criatividade. Através de sinais verbais, linguagem corporal e ajustamentos durante os esforços de invação de um grupo, Sawyer mostra que temos a experiência de uma intuição súbita mas esta circula numa interacção social há já algum tempo. A inovação é um processo contínuo de mudanças reduzidas e consantes que se inscreve na cultura das empresas de sucesso.
A ideia foi retomada em empresas como a Pixar Animation Studios e Disney Animation Studios, num artigo sovre criatividade colectiva da Harvard Business Review. No entanto, o processo nada tem a vr com brainstorming. Pelo contrário, em vez de identificar um problema e procurar soluções, é melhor decompor produtos de sucesso e processos em componentes separadas, e depois estudar essas componentes para estudar potenciais utilizações. Este processo de "pensamento inventivo sistemático" evoluiu da obra do engenheiro russo e cientista Genrich Altschuller, e cria ideias "pré-inventivas" que podem ser desenvolvidas em inovações.

Wednesday, December 10, 2008

Gestão do tempo

Somos todos excelentes a gerir o tempo, mas algumas pessoas reconhecem mais do que outras que estão a fazer aquilo que querem fazer, enquanto outras mantêm a ilusão de que desejariam estar a fazer outra coisa.

A gestão do tempo não é mais do que mudar os seus hábitos e tornar-se o tipo de pessoa que fará no futuro as coisas que deveria estar a fazer e não as coisas que sabe que estaria a fazer na altura. 

Tuesday, December 9, 2008

Janelas quebradas aumentam mesmo criminalidade


Alguns estudos, e nomeadamente o livro de Malcolm Gladwell, Tipping Point, sobre os momentos de viragem, explicam que um ambiente de "janelas quebradas", ruas sujas, graffitis, pode incitar à violência. Pois bem, uma experiência comprovou este efeito.
O fenómeno de janelas quebradas diz simplesmente que vidros partidos num edifício levam rapidamente a quebrar mais janelas, mais vandalismo e mesmo arrombamentos. Ou seja, a tendência de comportamento das pessoas num certo sentido pode ser reforçada ou enfraquecida consoante a sua observação daquilo que os outros fazem.

Um lugar cheio de graffitis e lixo torna as pessoas desconfortáveis. 

E com razão, segundo pesquisadores holandeses. Kees Keizer e os colegas na Universidade de Groningen criaram este tipo de ambiente e uma série de experiências para descobrir se os sinais de vandalismo, lixo e sinais de pequenos delitos podiam mudar o comportamento das pessoas. a resposta é afirmativa, e em muito: duplica o número de pessoas preparadas para deitar lixo e roubar. As pessoas não copiam exactamente o mau comportamento, mas podem violar outras normas de comportamento. 

Veja aqui um artigo do Economist que fala sobre o assunto.

Thursday, December 4, 2008

Aumentar o QI com sal iodado

Parece que os países do terceiro mundo poderiam aumentar a inteligência das populações com simples substâncias a acrescentar na alimentação. O sal iodado é uma alternativa simples e barata. A sua falta provoca bóssio, nanismo ou cretinismo (do francês crétin, por faltar iodo nos Alpes e haver pessoas mais lentas numa geração sem acesso a sal iodado) , e no melhor dos casos lentidão mental.
Outros micronutrientes como a vitamina A, ferro, zinco e ácido fólico são soluções baratas, mas pouco sexys - logo pouco divulgadas -, discutidas no Copenhagen Concensus, painel de economistas globais de topo sobre as melhores soluções custo-benefício para problemas mundiais.
O Banco Mundial disse dos micronutrientes: "Nenhuma outra tecnologia oferece tantas oportunidades de melhoria da vida, com um custo tão baixo e em tão pouco tempo". O Canadá já está a fazê-lo.
Leia aqui o contexto original da notícia no New York Times.

Qual o seu risco de divórcio?


Veja aqui uma ferramenta para calcular, com base em estatísticas simples, o seu risco de divórcio. O site original da notíca é a coluna Freakonomics do New York Times, de Justin Wolfers.